Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 22/03/2019

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), houve um aumento de doadores de órgãos no primeiro semestre de 2018 - 7% em relação ao mesmo período de 2017. Contudo, as crenças, principalmente a católica; e a ausência da abordagem do assunto nas escolas, dificultam o aumento dessa porcentagem.

Em primeiro lugar,  existe uma passagem na Bíblia que diz: “o corpo é um santuário do Espírito Santo”. Sendo o Brasil um país predominantemente católico, muitos brasileiros tem receio de doar órgãos, com a justificativa de ser uma violação contra seu corpo e sua crença. Infelizmente, esse pensamento é um obstáculo em relação ao aumento do percentual de doadores, o que aumenta a fila de espera para receber a doação.

Outrossim, segundo Paulo Freire, se sozinha a educação não transforma a sociedade, sem ela a sociedade não muda. Todavia, há uma carência de informações à respeito da doação de órgãos nas escolas de nível Médio, inclusive nas aulas de biologia, cuja disciplina é mais suscetível a falar sobre o assunto. Dessa maneira, torna-se mais complicado doar, pois a própria instituição não dá ferramentas para a discussão do tema.

Nesse contexto é importante que os setores da sociedade se informem sobre o valor da doação. Nesse sentindo, é necessário que o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação incluam, nas aulas de biologia do Ensino Médio, os procedimentos e a importância da doação de órgãos. Além disso, ainda o MS somado às mídias de comunicação, intensifiquem as campanhas na TV e internet, através de vídeos curtos, que apresentem dados, lugares que recebe doações, entre outras informações indispensáveis. Logo, as pessoas poderão se informar, saber da sua relevância para outros indivíduos e ter condições de decidir conscientemente sobre doar órgãos, mesmo que isso vá contra suas crenças.