Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 25/03/2019

A campanha “Setembro Verde”,lançada pelo Ministério da Saúde,busca ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos.Sob tal perspectiva,no Brasil,há a necessidade de fortalecer essa campanha,pois são ínfimos os índices de doadores.Nesse sentido,é possível afirmar que a falta de esclarecimento juntamente com a falha educacional são fatores determinantes para a questão.

Em primeiro plano,é importante ressaltar que a ausência de informações faz com que a população não saiba como o processo é feito.Isso ocorre porque quando as pessoas são esclarecidas,elas entendem e se posicionam a favor,uma vez que,a morte encefálica no Brasil é uma das mais seguras.A Espanha,por exemplo,é o país campeão em doação de órgãos e,mostra que com o apoio de políticas governamentais se pode aumentar o número de doadores.Assim,tem-se que melhorar a quantidade de informações em todos os meios de comunicação.

Em segundo plano,a falta de projetos de diálogos nas instituições de ensino representa um desafio a ser enfrentado.Em decorrência dessa fragilidade,constrói-se uma sociedade sem alteridade,ou seja,individualista que não se importa com o outro.Segundo o físico-químico James Dewar,mentes são como paraquedas,só funcionam quando estão abertas.Dessa forma,deve-se estimular os indivíduos desde cedo a terem senso humanitário e desconstruir a individualidade.

Torna-se evidente,portanto,que o Ministério da Saúde,em parceria com a mídia,deve passar as informações necessárias para os cidadãos,a fim de que fiquem instruídos sobre como é o processo de doação de órgãos.Ademais,o Ministério da Educação,por meio da modificação da BNCC(Base Nacional Comum Curricular),incluir o ensino detalhado do procedimento e da importância nas aulas de biologia destinadas ao Ensino Médio,com o intuito de garantir uma possível decisão que tenham de tomar sobre o assunto.