Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 16/04/2019
Segundo o portal do Ministério da Saúde,o Brasil é o 2° maior transplantador de órgãos do mundo,sendo 96% dos procedimentos financiados pelo Sistema Único de Saúde.No entanto,há uma desproporção entre a alta demanda por transplante de órgãos e o baixo índice de doadores,que traz como causa falhas no processo de identificação do potencial doador e a falta de comunicação familiar sobre o desejo de ser um doador de órgãos.
Primeiramente, sabe-se que o Brasil é reconhecido mundialmente pela transparência no sistema público de doação de órgãos, que não leva em conta a condição social, racial e de gênero, através do cadastro em uma lista única de espera. Entretanto, devido as falhas da equipe médica no protocolo de avaliação e validação do doador traz como consequência a perda de um potencial doador e o não andamento da fila de transplante.
Em segundo lugar, um dos principais fatores que limita a doação de órgãos é a baixa autorização da família do doador, por causa da falta de comunicação do indivíduo com os familiares sobre o desejo de doar órgãos. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente metade das famílias entrevistadas não autorizam a doação de órgãos, isso também ocorre pela falta de informação sobre a doação que obriga tomar uma decisão em um momento de perda.
Portanto, podemos concluir que é necessário que o Ministério da Saúde promova a capacitação da equipe médica no protocolos de transplante, de forma que aja com eficiência na avaliação e validação do potencial do doador. Ademais, é imprescindível a união do Ministério da Saúde com os meios de comunicação promovendo campanhas que informem a necessidade de comunicar a família sobre o desejo de ser doador, além de informar os benefícios dessa ação solidária aos familiares, que no momento de perda possa amenizar a dor salvando outras vidas.