Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 21/04/2019

A doação de órgão é um momento dúbio, por um lado uma família alegre, por outro uma que se despede de um ente querido. Nesse contraste é necessário muita informação, e também investimentos, de forma a possibilitar o aumento de cirurgias de transplantes.

Num primeiro momento, a tristeza da família enlutada é um agravante para doação de órgão, pois o possível doador, se diagnosticado com morte encefálica, possui sinais vitais, o coração ainda bate. Assim sendo, pode a parentada, pela ausência de informações, se recusar a permitir à doação. Por isso, a conscientização da sociedade sobre a doação de órgãos é algo fundamental para o crescimento do procedimento no Brasil.

Em segundo lugar, é importante destacar a infraestrutura por trás de um transplante, cada segundo é contabilizado, é necessário empenho governamental, a fim de possibilitar a execução. Hoje, à fila de pessoas necessitadas de um órgão é superior a 30mil. Portanto, para que se reduza a espera é preciso hospitais equipados, profissionais capacitados e logística que possibilite tempo hábil para os procedimentos cirúrgicos.

Logo, medidas são necessárias para promover a doação de órgãos. As mídias televisivas podem promover campanhas informativas em busca de sanar os questionamentos dos cidadãos. Ademais, publicações educativas  nas redes sociais podem complementar a campanha. Aliado às ações conscientizadoras, é indispensável a dedicação do Ministério da Saúde, com a capacitação de novos profissionais e com a aquisição de equipamentos, em busca de possibilitar novos centros médicos, capazes de realizar as cirurgias. E então, alcançar a realização de um maior número de procedimentos cirúrgicos, diminuindo o sofrimento daqueles que aguardam ansiosamente pela possibilidade de uma nova perspectiva.