Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 22/04/2019

A persistência dos dilemas da doação de órgãos na sociedade brasileira é um problema muito presente. Isso deve ser infiltrado uma vez que, diariamente, pacientes são vítimas desta questão. Neste sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a desinformação da sociedade sobre as formas de doação e a falta de estrutura de coleta, transporte e transplante de órgãos. Segundo a ABTO, apesar do Brasil ser o segundo pais no ranking mundial de doação de órgãos, ainda não conseguiu superar a meta (16,5 doadores efetivos por milhão de habitantes). Comprova-se isso pelo fato de que 43% dos pacientes ainda aguardam por uma doação de órgãos.

Esse cenário, juntamente aos inúmeros casos de dilemas da adoção  de órgãos corroboram a ideia de que os pacientes são vítimas de uma sociedade individualista e desenformada. Nesse ínterim, a falta de empatia com o próximo e a carência de campanhas de divulgações sobre o transplante, não facilitam o comprimento da meta do ABTO.

Conforme previsto pela constituição brasileira, a saúde é direito de todos e dever do Estado: No entanto, o que se observa no país, é a gritante falta de estrutura de coleta, transporte e transplante dos órgãos. Esse fato causa extrema decepção e constrangimento aos pacientes e familiares dos mesmos, nos quais sentem-se inseguros e sem ter a quem recorrer. Desse modo, medidas fazem-se necessárias para corrigir a problemática.

Diante dos argumentos supracitados, é dever do Ministério da Saúde junto com o MEC elaborar campanhas de divulgação e informações sobre o transplante de órgãos no Brasil, além de investir na formação de profissionais especializados em transplantes, não apenas na área da saúde, mas da logística com o intuito de mudar essa triste realidade no Brasil. Soma-se isso, a abordagem do tema em escolas, com vista de descontruir os mitos e as aversões ao tema, bem como promover a empatia e o altruísmo para o bem-estar da sociedade como um todo.