Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 23/09/2019
Desde o Iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.Assim,quando se observa o dilema da doação de sangue,consta-se que o ideal Iluminista é configurado na teoria e não na prática,sendo assim,uma perene problemática ligada à realidade brasileira.Não obstante,fatores socioculturais fazem-se presentes,seja por causa da escassez de doadores,seja por causa do despreparo profissional.
Observa-se,em primeira instância,que o tabu social e a ausência de debates e programas informativos sobre as doações nos meios de comunicação impedem o progresso da saúde. Segundo a abto.org, quarenta e sete mil famílias de possíveis doadores de órgãos optam por não doarem, principalmente por nunca terem discutido sobre o assunto. Depreende-se, por consequência,de suma importância as discuções tangentes ao óbice, fomentados por parte do Ministério da Saúde e por parte da mídia brasileira.
Ademais, a falta de profissionais capacitados para a realização dos transplantes, tais como orientadores e médicos, agregado com a ausência de estrutura hospitalar, inviabilizam a solução do impasse. De acordo com o jornal folhaoul, o Brasil deixa de aproveitar 50% dos órgãos que poderiam ser transplantados,enquanto possui setenta mil doentes na fila de espera.É incabível,pois, que em um país com a Associação de Medicina tão evoluída, a mesma não invista esforços para garantir a eficácia da doação.
Infere-se,portanto,que há entraves para garantir uma sociedade progressista análoga ao ideário empático Iluminista do século XV.Desse modo,é dever do Ministério da Educação,capacitar profissionais por intermédio da inclusão da matéria tangente a doação de órgãos em todos os cursos da saúde.Espera-se,com isso,estimular mais especialistas a atuarem no âmbito, além de dar mais visibilidade ao tema e incitar o aumento das doações.Por conseguinte, tenderá a ser melhorada a expectativa e qualidade de vida da população brasileira.