Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 14/05/2019

Ao longo dos anos, houve um aumento nas doações e transplantes de órgãos no Brasil. No entanto, muitas famílias, por falta de informação, se negão a doar os órgãos de um ente querido. Como se não bastasse, a má distribuição das equipes médicas pelo território brasileiro, ampliam cada vez mais a distância entre o órgão e seu novo corpo.

Sob esse viés, pode-se apontar que a desinformação dos familiares intensifica os problemas que envolvem a escassez de órgãos doados. Isso pode ser explicado segundo o filósofo Goethe que afirma que “não há nada mais terrível do que a ignorância ativa”, o que legitima a ideia de que tal questão está associada a incompreensão da família. O que dificulta, ainda hoje, um avanço nas doações dessas vitais peças.

Além do mais, ressalta-se a ruim divisão de equipes médicas que apresenta-se como outro fator preponderante para dificultar as doações de órgãos. Dados estatísticos do Ministério da Saúde mostram que há uma desorganização dos médicos que fazem transplantes no Brasil. Desse modo, muitas pessoas não podem ser transplantadas em seus respectivos estados, porque não há médicos qualificados no local.

Assim, é imprescindível que o Ministério da Saúde -órgão do Governo que cuida da saúde- desenvolva campanhas mais  eficientes e detalhistas, para que atinja toda a população brasileira e acarrete um aumento nas doações de órgãos. Além de dividir de forma igual, as equipes médicas, a fim de que estas atuem em todo o território brasileiro.