Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 14/05/2019

A série Grey’s Anatomy, exibida pela rede ABC e criada por Shonda Rhimes, retrata os problemas que envolvem o hospital Seattle Grace, um destes é a doação de órgãos. Assim como na realidade, a falta de conscientização da família e a má distribuição das equipes, são as principais causas que envolvem a questão. Diante disso, torna-se necessário o debate acerca de tal problemática.

Imersa nessa logística, pode-se apontar que a desinformação das famílias, que podem acreditar que seus parentes não estejam mortos ao terem morte encefálica, intensifica problemas como a salvação de uma vida. Isso pode ser explicado pelos dados da ABTO, Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, em que 47% das famílias se recusam a doar órgãos de parentes com morte cerebral. Nessa perspectiva, a transferência de órgãos fica comprometida pelo aumento das filas de espera.

Ademais, a distribuição das equipes que realizam transplantes pelo Brasil é desigual, por haver quase nenhum ou nenhum nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ao passo que 20 para cirurgias de fígado se encontram em São Paulo. Segundo Claire Miozzo, coordenadora da Central de Transplantes de Mato Grosso do Sul, há a necessidade de profissionais especializados e estruturas para atender melhor a população. Dessa forma é preciso que haja mais equipes para que a doação de órgãos seja efetuada.

Assim é imprescindível que sejam quebrados os desafios que envolvem a doação de órgãos no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde, Órgão responsável por promover, proteger e recuperar a saúde da população, a capacitação de mais médicos, em regiões do país que tem menor quantidade de equipes de doação, por meio de politicas de ensino com o fito de haver mais médicos especializados. Saliente-se ainda que as mídias, sejam elas a televisão e o rádio, informem a população através de campanhas para que haja o conhecimento sobre a doação de órgãos.