Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 13/05/2019
Para Martin Luther King, toda hora é hora de fazer o que é certo. Ao necessitar de órgãos para transplante, pacientes enfrentam problemas tanto com a negação da familia do possível doador, como o mercado negro de vendas ilegais. Sendo uma problemática que afeta diretamente a lista nacional de espera de transplantes.
No Brasil, aproximadamente 40% das famílias negam-se a doar órgãos de falecidos entes queridos. Em um momento delicado a qual perderam uma pessoa próxima, os sentimentos de dor e perda acabam por tomar o lugar de uma boa ação e os evitando de tomar uma decisão que pode salvar 8 pessoas para cada doador, e melhorar a vida de diversas outras através da doação de tecidos.
Para Thomas Hobbes, o homem sabota a si mesmo sendo seu próprio lobo. Nosso país é um dos maiores exportadores ilegais de órgãos do mundo, comercializando-os ao invés de doá-los. A ganância de alguns homens acaba por falar mais alto em um lugar onde milhares de pessoas morrem por ano em filas de espera.
Sendo assim, é preciso que o governo em conjunto com meios midiáticos, como a emissora de TV Globo, possa incentivar as famílias com campanhas de conscientização, a fim de permitir que seus entes falecidos possam salvar várias vidas com o transplante de órgãos. Somando a isso é necessário que o governo crie leis que transformem a comercialização de órgãos como também, exportação e importações ilegais em crime hediondo, para que assim abaixe a taxa de mortes em filas de espera, e impedir a troca de uma vida por outra somente pelo dinheiro.