Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 16/09/2019

Na Antiguidade Ocidental, o processo de retirada de órgãos iniciou-se no Egito Antigo, e ocorria antes de mumificar os falecidos. Atualmente, o avanço medicinal possibilitou a sofisticação desse procedimento, por meio de doações de tecidos e órgãos para pessoas enfermas. Contudo, no atual cenário da saúde, nota-se que o déficit de doadores tornou-se um obstáculo dessa temática. Nesse sentido, não somente a falta de informações, mas também a negativa familiar configuram-se como dilemas para resolver esse problema.

A Era da Informação ou “Era Tecnológica” é um período que surgiu após a Terceira Revolução Industrial e caracteriza-se pelo acesso rápido e prático aos meios informativos. Entretanto, apesar da evolução no contexto da informação, notícias que tangem doações de órgãos são pouco debatidas nas mídias. Isso ocorre porque não há campanhas da área da saúde com o escopo de esclarecer a população sobre os transplantes. Com isso, a ausência de conhecimento acerca do assunto diminui a taxa de doadores e aumenta as filas de espera.Como exemplo disso, em 2018, segundo dados do Governo, existia 26.400 doadores e 32.716 pacientes cadastrados.

Além dessa questão, o movimento intelectual do século XVIII, Iluminismo, defendia a ideologia de que a sociedade só irá progredir quando os indivíduos se mobilizarem uns com os outros. Sob essa perspectiva, analisa-se que a ausência de mobilização no contexto de doações de órgãos ocorre devido a negativa familiar.Esse fator acontece devido o momento de fragilidade que faz os parentes recusarem os transplantes por não terem ciência da intenção do falecido. Com efeito disso, a falta de diálogos deixam de salvar nove vidas.

Diante dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Ciência,Tecnologia e Comunicações juntamente com o Ministério da Saúde investirem em campanhas informativas nas mídias sociais, por meio de propagandas nos meios de comunicação e locais públicos para esclarecer os procedimentos e a importância das doações, a fim de informar a população. Ademais, é dever da família junto com os indivíduos que pretendem doar órgãos aderir a medidas para diminuir a recusa familiar, por intermédio de diálogos e explicações sobre o procedimento de transplante, com o fito de salvar as vidas dos indivíduos.