Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/06/2019

É inegável que a doação de órgãos no Brasil é pouco almejada pela população, visto que muitos são os mitos e ‘‘fake news’’, ou seja , notícias falsas, criadas acerca do processo,o que gera medo na sociedade.Além  disso, poucos são os veículos aptos a realizarem tal tarefa, levando a população a não confiar no serviço prestado.Sobre essa temática,cabe analisar seu dilema.

De início, segundo o site de notícias ‘‘G1’’, o Brasil em 2016 alcançou um recorde de 2000 doações, porém, esse número é ínfimo quando comparado ao de pessoas que estão na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), esperando por um transplante.Isso se deve aos inúmeros mitos e informações falsas criadas por parte da população desinformada a respeito do processo, por exemplo: os médicos retiram as peças vitais para vendê-las ao mercado negro.

Ademais, outro elemento que causa essa baixa taxa de dação anual é o número de veículos aptos a realizarem o transporte dos órgãos, já que o deslocamento deve ser feito de um modo rápido e com condições adequadas, senão pode ocorrer a deterioração ou rejeição no organismo receptor.Fato que causa desconfiança na população e que de certa forma é fruto da negligência nos investimentos nesse ramo da saúde pública ao longo do século XXI.

Portanto, os impasses que atordoam o processo de doação devem ser mitigados.O governo, por meio do Ministério da Saúde, deve investir, imparcialmente, através de verbas públicas na área de saúde, tanto em palestras abertas a toda a população para desmitificar as ‘‘fake news’’ sobre o ato, quanto em veículos adaptados e eficazes para o transporte das peça vitais a fim de aumentar a chance do transplante funcionar e ganhar a confiança da população.