Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 25/06/2019

A doação de órgãos é um ato pelo qual é manifestado a vontade de doar partes do corpo em prol do tratamento de outras pessoas. Países como, França e Espanha, todos os cidadãos nascem doadores, é necessário registro para não ser, ao contrário do Brasil. Para que o índice de doadores efetivos cresça no país, é essencial que ocorra a distribuição de equipes capacitadas de forma igualitária e redução da falta de autorização familiar.

Em primeiro lugar, é preciso entender que o Brasil apresentou crescimento nas doações de órgaos em 2014, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), cerca de 7,898 órgãos foram doados, porém está longe de alcançar o objetivo de 20 doadores por milhão pessoa. Segundo o Ministério da Saúde há mais de mil equipes e 400 unidades preparadas para atuarem, no entanto esses postos estão mal distribuídos pelo país, concentrando-se no Sul e Sudeste do Brasil, em compensação, regiões principalmente no Nordeste não possuem nenhuma unidade.

Por outro lado, interessa lembrar que não é somente a falta de estrutura, mas também a negativa familiar, o principal motivo para que um órgão seja doado, isso ocorre em muitos casos, por falta de debates a respeito do assunto, pois é necessário autodeclarar-se doador para a família. Em outras situações a doação não ocorre por sensibilidade da perda.

Portanto, é mister que o Ministério da Saúde, juntamente com o Sistema Brasileiro de Transplante de Órgão, distribua equipes capacitadas, principalmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, afim de aumentar e incentivar a doação, para que se torne mais acessível. Outa ação relevante é reduzir a taxa de negatividade familiar, por meio de campanhas sociais e midiáticas, com intenção de conscientizar a população e acompanhamento psicológico para as famílias, de modo que auxilie na tomada de decisões, sendo esse o papel do Estado, para que mais vidas sejam salvas.