Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 30/06/2019

Na década de 80, existia a remuneração aos doadores de sangue, prática que se tornou proibida com a Constituição de 1988. Consequentemente, observou um declínio no número de doadores, além disso a sociedade não sintetizou essa prática solidária para o auxílio no tratamento das pessoas necessitadas. Nesse contexto, torna-se necessário o debate acerca dos obstáculos na doação de sangue no Brasil.

A princípio, é imperioso destacar que, em função da ausência de propagandas funcionais, a população desconhece a importância e a necessidade da doação. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, menos de 1,8% da população auxilia na reiteração do banco sanguíneo. Isso acontece porque, inexiste campanhas eficazes com objetivo de disseminar informações sobre a doação e a sua real importância aos hospitais brasileiros. Dessa forma,é compreensível a indiligência estatal na divulgação de publicidades para auxílio da causa, por conseguinte esse descaso subsidia à continuidade do sentimento egoísta da população.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a herança cultural do país. A respeito disso, é válido mencionar que o Brasil desde sua criação nunca participou de grandes eventos catastróficos. A respeito disso, sabe-se que o Japão e Estados Unidos participaram de várias guerras e eventos naturais, por isso sintetizou a solidariedade e compreensão na população em doar sangue para ajudar os feridos nas batalhas. Desse modo, é evidente que a cultura brasileira influência o sentimento individualista e egocêntrico dos indivíduos, como resultado é ilusório a prática de conceder plasma sanguíneo para ajudar doentes.

Portanto, é mister que o Estado tome providências cabíveis para amenizar o quadro atual. Para a implementação do conhecimento sobre as demandas sanguíneas nos hospitais, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas e propagandas a fim de que os brasileiros sintetizem coerência racional para o amparo dessa nobre ação. Ademais, é vital que a indústria cinematográfica através da propagação midiática de filmes e séries, dissemine atitudes conscientes e foquem na temática que a prática da contribuição do plasma pode salvar muitas vidas. Somente assim, teremos cidadãos conscientes e sem a necessidade do suborno para doação de sangue.