Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 11/07/2019

Desde as civilizações mais primitivas, com maior ou menor fundamentação teórica, o homem busca maneiras de sanar seus problemas físicos, melhorar sua qualidade de vida e prolongar a longevidade de seu bem-estar. Na idade média, por exemplo, os alquimistas estudavam incansavelmente em busca da “Vida Eterna”.A partir dessas considerações, logo, não há como negar a relevância da discussão sobre o dilema na doação de órgãos. Tal problemática será amenizada se fatores como a informação e as politicas públicas forem tratados como prioritários.

Em primeiro lugar, é preciso entender que a falta de informação da população, gera uma grande barreira entre o querer e o poder ser um doador, visto que 40% das vezes os familiares se recusam a doar os órgãos de seu familiar, de acordo com o Ministério da Saúde,o que origina um numero cade vez maior nas filas de espera.

Dentro dessa perspectiva, torna-se fundamental lembrar que a falta de políticas públicas é um colaborador para grande espera do receptor. Percebe-se a ineficácia do poder público ao olhar a lei PSL 453- que sugere que o consentimento da família só se faz necessário se o doador não tiver se expressado em vida- que aguarda aprovação desde 2017.

Em face desta realidade,logo,torna-se fundamental a ajuda da mídia como formadora de opinião, promova campanhas por meio de propaganda informativa, a fim de conscientizar um número cada vez maior de pessoas sobre a importância da doação e da solidariedade com o próximo. Ademais o governo, em parceria com o Ministério da Saúde, deve aprovar a lei que define a vontade do indivíduo como prioritário, para realizar assim a última vontade do doador e o bem ao próximo. Desta forma o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de um transplante.