Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/07/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando o indivíduo se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observam os desafios para doação de órgãos, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela negligência governamental, seja pela educação que deixa a desejar.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação esteja entre as causas do problema. Segundo o filósofo Grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que através da justiça seja alcançado o equilíbrio na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil a desproporção rompe essa harmonia, pois faltam investimentos do governo nas campanhas midiáticas para informar a população a respeito da morte cefálica de seus familiares, possibilitando a retirada de órgãos.

Ademais, a educação é o fator principal no desenvolvimento do país, hodiernamente por ocupar a nona posição na economia, seria racional acreditar que o Brasil possui-se um sistema de ensino público eficiente contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido na falta de autorização dos familiares para a doação de órgãos. De acordo com Nelson Mandela a maior arma que se deve usar para mudar o mundo é a educação. Assim percebe-se que medidas são necessárias.

portanto, fica evidente que a falta de doadores é um problema o qual persiste na sociedade. Para solução dessa adversidade é necessário que o Ministério da Educação crie um projeto o qual promova palestras e apresentações lúcidas, ensinando as pessoas a importância de ser um doador, para salvar outras vidas, uma vez que ações coletivas e culturais têm imenso poder transformador, a fim da comunidade escola e sociedade no geral, por conseguinte, concientizem-se. Desse modo, o ideal Iluminista será constatado na prática.