Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/08/2019
É indubitável que a doação de órgãos no Brasil tem importância significativa para sociedade. Apesar de ser um ato que consegue salvar vidas, a população se mostra omissa no que tange à permissão dessa prática, justificada pelos tabus culturais inseridos no ambiente familiar. Dessa forma, mudanças sócio-políticas devem ser aplicadas no contexto para mudança da situação.
Primeiramente, é válido mencionar que a desinformação por parte da sociedade brasileira é uma das razões para o desenvolvimento da situação. Nesse sentido, a máxima de Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele.’, demonstra que aplicação do conhecimento fortifica o pensamento crítico e desconstrói mitos que não contenham fundamentação realista. Logo, fica evidente que a discussão acerca do assunto se faz necessária, para que a população entenda os benefícios gerados pela doação de órgãos.
Além do mais, é importante destacar que o aumento dos óbitos dos indivíduos que estão na espera de oferta de órgãos é uma decorrência evidente causada pela recusa desse ato. Nessa perspectiva, os dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos em 2017, apontam que cerca de 43% das famílias negaram a doação de órgãos dos candidatos aptos a realizarem tal ação. Assim, é possível perceber que pessoas deixaram de ser salvas por conta de escolhas incoerentes ao que diz respeito à temática.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para a mudança do quadro vigente. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de divulgação acerca do assunto, por meio de mídias televisivas abertas, para que as pessoas sejam informadas sobre processo de doação de órgãos, utilizando da participação de médicos especializados na área. Ademais, o Conselho Federal de Medicina deve criar cursos de capacitação sobre o tema, por meio de treinamentos práticos, para que os profissionais tenham ciência das dificuldades reais enfrentadas.