Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 22/08/2019
O homem cordial de Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, aguça as mazelas das conveniências sociais arraigadas ao perfil do brasileiro. Nesse contexto, é evidenciado caso análogo, uma vez que, o dilema para as doações e transplantes órgãos é decorrente no país, sendo um desafio cultural e histórico a ser discutido, enfrentado e combatido. Historiografando, desde a sua colonização o Brasil enfrenta incômodos no que se refere à saúde básica, com baixa representatividade, ela só passou a se desenvolver pós-chegada da família real, em 1807, com a cogitação das academias de medicina. No entanto, mesmo com a fundação e estruturação do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão mantido pelo Estado que assessora a prática das doações, o número desse ato, ainda é, insuficiente para atender a demanda.
Outrossim, a falta de conscientização da população sobre a irreversibilidade da morte encefálica para a transferência dos órgãos a pacientes que correm risco de morte, retrocede a constância de longevidade de vidas que se faz necessária para repudiar esse cenário. Sendo o caráter de um indivíduo inconsciente a falta de cooperação, é indubitável a necessidade da participação do coletivo, assim como acredita Mahatma Gandhi.
De acordo com os argumentos supracitados, entende-se que as doações de órgãos é um problema a ser resolvido. Para tal, cabe a Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Ministério de a Saúde fortalecer conferências e campanhas a fim de popularizar e orientar a sociedade sobre as doações. Por outro lado, é dever das Secretarias Municipais de Saúde e Educação promover palestras nas escolas e acompanhar as famílias nas unidades hospitalares ressaltando a segurança, eficiência e eficácia na ação da doação e transferências de órgãos. Com isso, poder-se-ia obter uma sociedade justa e pluralista por meio da universalização da saúde e o bem estar social como todo, assim como previsto nas Cláusulas Pétreas do país.