Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 26/08/2019

Atualmente, a doação de órgãos no Brasil é um problema recorrente, visto que a meta da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos(ABTO) era de 15 milhões de doações em 2014, porém, não foi concluso tal objetivo.Isto é um reflexo do descaso do Estado, que centraliza todos os meios para o transplante em capitais como São Paulo e, também a desinformação social em não saber sobre a doação, o que implica na desautorização familiar quando há morte cerebral, que é adepta para doação.

Em primeira análise, é fato que os transplantes não atingiram determinada meta pois não há médicos em todos postos de saúde. Isto é, existem cerca de 20 equipes em São Paulo, específicas para tal processo, enquanto há apenas 3 equipes em Minas-Gerais, relata o presidente da ABTO. Ou seja, o fato do governo federal não disponibilizar verbas suficientes para contratação de mais médicos, por causa da PEC 95/2016 que corta gastos da saúde, contribui para morte de mais pessoas que, mesmo obtendo o órgão necessário para o transplante, se veem sem à opção de realizá-lo.

Ademais, a falta de conhecimento sobre as doações de órgãos agrega ainda mais no fato dos índices não serem satisfatórios. De acordo o nefrologista José Medina, as famílias, na maioria dos casos, não fazem os transplantes de parentes com morte encefálica pois nunca tiveram uma conversa em relação ao assunto. Ou seja, o fato de tratar isso como um tabu nas relações familiares faz com que piore ainda mais os dados atuais.

De acordo com os fatos supracitados, o Estado deve adotar medidas que aumentem a contração de médicos especializados na função de transplante, e isso recorre a revogação da PEC dos gastos.. Além disso, a conscientização da sociedade, por parte do Ministério da Saúde adjunto com a mídia, promovendo programas que impulsionem o debate em casa, sobre a doação de órgãos em casos extremos. Somente assim, há de se atingir a meta de 15 milhões de transplantes da ABTO.