Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/08/2019
Segundo a ética utilitarista de Bentham, o indivíduo deve praticar o máximo de ações boas possíveis. Entretanto, na sociedade hodierna os entraves quanto aos processos de doação de órgãos são corriqueiros. Ou seja, a infeliz desinformação da população aliada a avanços biotecnológicos retardam a mudança no quadro atual.
Primeiramente, é cabível salientar a fatídica falta de conhecimento da população quanto à necessidade dos transplantes de órgãos. Infelizmente, não é de senso comum o quão grande é a fila de espera por órgãos no Brasil – podendo durar anos de acordo ao órgão requerido -. Não obstante, aos avanços quanto ao número de doadores de órgãos, tal que, a marca de 20.000 transplantes foi transposta em 2014, segundo dados do Ministério da Saúde. O quadro atual, está longe de ser o desejável e isso gera um cenário de desesperança para as pessoas que aguardam por um doador.
Ademais, o pioneirismo biotecnológico tangencia a urgência da situação. Pois, após avanços, como a impressão de órgãos 3D – desenvolvida na Universidade de Tel Aviv, Israel – e a hibridização de órgãos humanos em porcos – no Japão -, a fim de facilitar o número de transplantes. Têm demonstrado ser uma esperança para o futuro, porém, geram efeito negativo na sociedade à curto prazo, quanto ao número de doadores.
Logo, para rechaçar quaisquer impugnações quanto a doação de órgãos. Cabe à sociedade reavaliar os preceitos de outrora. Tal que, sejam implementados debates públicos em áreas abertas, assim como, estreitamento do vínculo sociedade-escola a fim de disseminar a ideia entre os mais jovens e cativar agentes modificadores. Bem como, a veiculação de propagandas em mídias. Para que sejam desconstruídas teses retrogradas sobre o tema. Para assim, aproximar a sociedade moderna do conceito ético de Bentham e o bem comum ser via de regra.