Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/08/2019
A constituição de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema judiciário brasileiro - assegura a todos o direito à saúde, educação e bem estar. Entretanto, devido muitas pessoas se negarem a aderir ao método de adoção de órgãos, esses direitos não são exercidos na prática.
Em primeiro plano, é relevante ressaltar que uma parte muito pequena dos mortos encefálicos é revertida em doação de órgãos. Segundo a ABTO, 47% das famílias se recusam a doar órgãos de parentes com morte cerebral. Dessa forma, é possível aferir que por conta da falta de conhecimento sobre a irreversibilidade da perda das funções cerebrais, a tendência natural é a negação. De acordo com o nefrologista José Medina Pestana, a principal justificativa das famílias para não doar, é fato de nunca terem conversado sobre a doação de órgãos.
Por conseguinte, muitos pacientes portadores de doença em estado avançado que tem o transplante de órgão como única alternativa acabam não conseguindo aguentar o tempo da fila de espera e assim morrem. De acordo com a ABTO, 2,3 mil pessoas morrem a espera de doação de órgãos. Sendo possível ver o descaso com a dação de órgãos. Então, o baixo incentivo à doação de órgãos se mostra obstáculo para que o Brasil alcance a posição de Estado desenvolvido.
Portanto, medidas são necessárias para que os direitos à saúde, educação e bem estar assegurados pela constituição de 1988, sejam exercidos na prática. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde através da mídia televisiva, com comerciais, incentivar as famílias a aceitarem a doação de órgãos de daqueles com morte encefálica, a fim de atingir um maior nível de conhecimento e interesse da sociedade. Só assim o Brasil será um País com mais doações de órgãos.