Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 09/10/2019

Na série Grey’s Anatomy, que apresenta o dia de médicos e residentes no hospital Seattle Grace, mostra uma das suas temporadas o drama vivido pelo paciente Denny que representa realmente algo que ocorre frequentemente nos hospitais brasileiros, a longa fila de espera por um transplante de órgão. No entanto quando se observa, presentemente, a doação de órgãos no Brasil, nota-se que esse ideia não é interiormente ligada à realidade do país. Seja pelo tráfico, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

É indubitável, que a questão do inato e a sua aplicação esteja entre as causas desse problema. Segundo Martin Luther King, toda hora é a hora de se fazer o que é o certo. De maneira similar, é possível perceber que no nosso país o tráfico de órgão rompe essa autonomia. Haja vista que o mercado ilegal faz com que pessoas venda algum órgão em troca de dinheiro com um intuito de ‘‘ajudar’’ o cidadão que está em um momento de necessidade aceitar sua oferta. Dessa forma, torna um ato inseguro para os brasileiros, contribuindo com a escassez de doação.

Outrossim, destaca-se a lenta mudança de mentalidade social como mobilizadora desta causa. De acordo com Martin Luther King, nada é mais perigoso do que a ignorância humana. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que muitos não tem a conscientização que também pode ser um doador ainda com vida. Assim, diversas pessoas continuam com saúde comprometida pelo desconhecimento, visto que os órgãos de uma pessoa podem salvar vidas importantes.

É evidente, portanto, que ainda há dificuldade para garantir um mundo melhor. Logo o Ministério da Saúde deve intervir com campanhas de incentivo a doação de órgãos, sensibilizando o público informando a importância e ajuda que esses atos proporcionam. O Estado deve intensificar a fiscalização sobre a venda de órgãos com criações de leis mais rígidas promovendo segurança ao doador no ambiente hospitalar.