Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 31/08/2019

Na atualidado,ainda há grandes dilemas que impedem a doação de órgãos,porém, em 2017,o Brasil registrou recordes de doadores de órgãos, com 1662 doadores no primeiro semestre - aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.Apesar disso,o país ainda enfrenta uma má distribuição de recursos e transplantes, que se concentram em apenas algumas regiões e as famílias de doadores ainda sofrem com a influência comunicativa durante o processo burocrático.Com efeito,evidencia-se a necessidade de promover melhorias no processo da doação de órgãos no mundo.

Em primeiro plano,observa-se a falta de estrutura de coleta,transporte e transplante de órgãos em algumas regiões, devido a uma herança colonial deixada pelos antepassados.Ademais,segundo o site Portal Médico, as instituições no Brasil se concentram nas regiões Sul e sudeste,as quais passaram por processos de urbanização e desenvolvimento acelerados.Nesse sentido,o documentário Anjos da Vida de Beatrice Costa, denuncia a predileção do envio de órgãos aos hospitais das metrópoles em detrimento dos hospitais de cidades menores,prejudicando os cidadãos que nelas residem.Dessa maneira,é evidente que a concentração de infraestrutura apenas em algumas regiões ainda é um problema que atrapalha a doação de órgãos.

Outro fator imprescindível é a grande influência comunicativa, principalmente de profissionais da área,durante o processo burocrático.De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde,70% das famílias entrevistadas recusavam a doação de órgãos, pois havia grande não esclarecimento do falar médico.Outrossim,a série Greys Anatomy,exemplifica muito bem isso,mostrando a completa falta de preparação dos recéns médicos para dialogar com as famílias dos possíveis doadores,fato esse que acaba gerando a recusa da doação e criando um ambiente assustador para as famílias.

Dessarte,são mister soluções para diminuir os dilemas que prejudicam a doação de órgãos.Portanto,o Governo deve criar projetos para aplicar infraestrutura hospitalar em todas as regiões,por meio de parcerias com iniciativas privadas -empresas de transporte,de construções e de equipamentos médicos-, com visto a distribuir os recursos de transplantes para todo o país,afinal a saúde é um direito assegurado pelo artigo sexto da Constituição de 1988.Além disso,o Conselho Federal de Medicina,Psicologia e Enfermagem devem administrar cursos de atualização,por intermédio de profissionais capacitados nessas áreas,com fito de formar pessoas mais bem preparadas para a abordagem do tema com as famílias de doadores em potencial.