Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 07/09/2019
Em 1954, o médico Joseph Murray realizou o primeiro transplante de órgão humano, substituindo o rim doente de um paciente por outro, doado pelo irmão gêmeo.Todavia, ainda que tenha avançado esse procedimento, a doação de órgãos enfrenta barreiras que a impede de ter maior êxito, como: a falta de conhecimento no assunto, e o tráfico de órgãos mundial.
Em primeira análise, deve atribuir à falta de instrução o maior motivo das recusas dos entes em fazer a doação de órgãos, embora tenha aumentado no país. Segundo o Portal G1, o Brasil teve um aumento de 07% de transplantes em 2018. Isso porque, ainda há cidadãos que não sabem que com a morte cerebral, outras parte do corpo podem ser doadas. Em razão disso, dos dez mil pacientes aptos a doar com morte encefálica, só três mil foram destinados para outra vidas, segundo a Organização de Procura de Órgãos, em 2016. Com isso, vidas que poderiam ser salvas são prejudicadas.
Em segundo plano, a venda de órgãos colabora para o governo tentar medidas mais contundentes contra tal ação. Por isso, milhares de pessoas deixam de receber transplante voluntariamente, já que o mercado clandestino induz as pessoas a venderem seus órgãos. Esse comércio é tão rentável que segundo a Organização Mundial de Saúde, no ano de 2012, rendeu quase um bilhão de dólares, sendo quase cinco mil transplantes ilegais, dos quais os médicos que foram envolvidos já estão em liberdade, fato que corrobora para a continuidade dos crimes.
Diante do cenário, é imprescindível derrubar os obstáculos que mitigam a doação de órgãos. Medidas austeras contra o tráfico de estruturas humanas são urgentes: perda do registro profissional para os médicos envolvidos, além de penas mais duras para outros envolvidos. Além disso, os Ministérios da Educação e Saúde devem realizar ações conjuntas para incluir na grade escolar abordagens, elucidando mitos e fatos sobre o assunto, com professores, enfermeiros e médicos. Desse modo, as informações chegariam às pessoas e as barreiras quebradas.