Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 08/09/2019
Em 2017, dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), relataram o recorde de transplantes no país, com 16,6 doadores efetivos para cada milhão de habitantes. Entretanto, apesar do avanço desse quadro de saúde, a fila de pacientes que necessitam de um órgão ainda é extensa. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para nossa sociedade.
Em primeira análise, é importante notar que a discussão sobre a doação de órgãos é escassa, pois ainda é considerada um tabu social. Nesse sentido, é possível aferir que por conta da falta de esclarecimento desses indivíduos acerca do processo de retirada dos órgãos, a tendência natural é a negação, já que não é comum que campanhas sobre o tema sejam veiculadas na televisão ou nas redes sociais. Diante disso, há as pessoas que acreditam até que pode haver até roubo dos órgãos como forma de corrupção nos hospitais, complicando a situação de quem aguarda na lista de transplantes.
Além disso, cabe analisar que embora existam grandes equipes de médicos que realizam as cirurgias de transplantes, elas são concentradas na região sul e sudeste. De acordo com Lúcio Pacheco, presidente da ABTO, enquanto em São Paulo há vinte equipes para realizar cirurgia de fígado, em alguns outros estados, como Mato Grosso, elas não existem. Desse modo, pessoas que aguardam por órgãos e não moram nos grandes centros são desfavorecidas no processo de espera, tendo em vista a curta duração da vitalidade de um órgão a ser transplantado a longas distâncias entre os territórios do Brasil.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Para isso, é necessária a ação do Ministério da Saúde elaborar campanhas institucionais acerca da doação de órgãos, evidenciando a importância do ato para todo o corpo social, objetivando a crescente nos números de doares e a diminuição da vasta fila de espera pelo transplante. Dessa forma, o Brasil poderá superat essa problemática.