Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 09/09/2019
Em meados de 3.200 a.C, os egípcios já praticavam a retirada de órgãos, durante o processo de mumificação, como forma de adoração aos Deuses. Mesmo que o lapso histórico-temporal esteja ligado a questões humanas, o dilema da doação de órgãos se torna negligenciado, seja: pela antipatia e falta de conhecimento do doador ou pela precariedade dos hospitais públicos do país.
Como em uma narrativa Kafkiana a sociedade assiste perplexa ao descaso da doação de órgãos. Desse modo, o desafio mais acentuado dar-se pelo- consentimento da família do doador, que consequentemente a sua morte encefálica, não aceitam sua perca, muitas vezes, achando que é um erro médico, outrossim, pela forma em que são abordados. O que evidencia, segundo a (ABTO) Associação Brasileira de transplantes de órgãos 47% das famílias não autorizam a transferência do falecido para o que estar na fila de transplante, em consequência, os órgãos são descartados e poucas mais da metade se transforma em doação.
Além disso, como não bastasse a corrida contra o tempo, já que os órgãos dispõe de poucas horas para seja inserido no apto, a falta de infraestrutura em hospitais é outro obstáculo. Eventualmente, cirurgias desse porte precisam de materiais especializados para o procedimento, além de uma multidisciplinar equipe médica com enfermeiros, anestesistas e principalmente médicos cirurgiões, que se faz escasso, por que, o Brasil disponibiliza de uma pequena quantidade de médicos formados, tornando assim, todo processo ainda mais difícil.
Diante disso, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, cabe ao ministério de saúde, juntamente com o poder midiático, instruir campanhas educativas durante o período de comerciais, com incentivo à doação, sendo assim, informando e sensibilizando sobra a importância de doar, afim de salvar uma vida. Ademais, o Governo Federal deve enviar o maior número de verbas possível, para a ampliação de utensílios cirúrgicos, ainda sobre esse viés, a amplificação do programa Mais Médicos, com cursos profissionalizantes, aprimorando todo conhecimento acerca do tema.