Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 09/09/2019

Do terror à esperança

Para Platão, o importante não é viver, mas viver bem.Entretanto, milhares de pessoas vivem mal, aguardando, devido às suas más condições de saúde, transplante de órgãos, que dificulta-se, no Brasil, pelo tráfico ilegal e pela não autorização familiar do doador.

Primeiramente, evidencia-se que o Brasil é destaque em transplantes de órgãos, com um aumento de 63,3%, em 10 anos, de acordo com a Agência Brasil.Todavia, apesar dos esforços profissionais e da solidariedade de algumas famílias, ainda há 35 mil pessoas na fila de transplante,um sistema que analisa fatores, como a gravidade do paciente, para garantir um transplante sem rejeição do órgão e com segurança, como previsto na lei 9434/97. Para tanto,muitas pessoas morrem antes e de acordo com a ABTO(Associação Brasileira De Transplante De Órgãos),no 1º semestre de 2012, houveram 16 mil mortes encefálica (principal estágio para doação de órgão),mas somente 1800 famílias aceitaram ajudar outro paciente.

Outro dilema que impede a doação e o transplante é o trafico de órgão, uma questão que envolve o faturamento ilegal do mundo inteiro. No Brasil, até 2013, foram arrecadados mais de US$10 mil dólares com a venda de órgãos na África para países europeus, norte-americanos e israelenses (principais compradores),segundo o Ministério Público,dificultando o acesso das pessoas que estão na lista ao que salvaria suas vidas.

Portanto, com tantos dilemas para a doação de órgão no Brasil, faz-se necessário que,em primeiro lugar, haja fiscalizações em portos, aeroportos, fronteiras e estradas, além da implantação rigorosa de uma lei feita pelo legislativo para acabar com o tráfico de órgão no país. Em seguida, que a mídia,em colaboração com a ABTO, principal órgão público, elabore campanhas em hospitais,em redes sociais e em locais público com o intuito de transmitir conhecimento e destruir tabus gerados pela possível doação, para que assim, possa haver cada vez mais doadores e cada vez menos pessoas na fila de transplantes.