Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 14/09/2019

O filme “Um ato de coragem” retrata a atitude extrema de um pai que invadiu um hospital para conseguir um transplante de coração de que o filho precisava. De maneira análoga, a realidade brasileira está se assemelhando com a da longa-metragem, já que para conseguir a doação de órgãos é necessário muita espera, em vista das dificuldades que são enfrentadas.

Em uma primeira análise, pode-se destacar que a doação de órgãos pode salvar muitas vidas, e, segundo Friedrich Hegel, o Estado deve cuidar dos seus “filhos”. Entretanto, na atual conjuntura, o Governo não põe em prática tal afirmativa,visto que vem demonstrando uma certa alienação sobre o assunto, pois não se pronuncia acerca da dificuldade de conseguir um transplante. Isso se evidencia pelos projetos e propagandas incentivadoras de tais atitudes, que não são vistos no cotidiano do brasileiro.

Em um segunda análise , cabe frisar que, consoante o sociólogo Betinho, o povo só muda a partir da sua cultura. Nesse sentido, salienta-se que a cultura da doação de órgãos não está intrínseco nos brasileiros. um dos principais motivos para tal fato é que a população acha que a pessoa que morreu vai ser maltratada quando ocorrer a retirada de partes de seu corpo. Além disso, outro fator contribuinte para a escassez de doadores é a demora para conseguir enterrar o falecido, uma vez que muitas empresas não têm estrutura o suficiente para recebe-los, como é visto no cotidiano.

Em síntese, muitas pessoas dependem de doação de órgãos para a sobrevivência e enfrentam dificuldades para conseguir. Sendo assim, é necessário que o Governo, em parceria com as empresas responsáveis, promova campanhas q tenham como objetivo a conscientização da importância de se tornar um doador e assegure que é uma atitude que não afetará os familiares na hora da morte. Isso seria feito através de uma ampla divulgação midiática e teria como objetivo o rompimento com a realidade que é retratada no filme “Um ato de coragem”.