Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 19/09/2019

A série americana “Grey´s Anatomy” mostra a rotina de agentes de saúde no salvamento de vidas. Em um dos episódios, uma família decide doar os órgãos de um ente querido à pessoas necessitadas, que passam pelo transplante e recebem uma nova oportunidade de viver. Fora das telas, essa não é uma realidade vista com tanta frequência, pois a doação de órgãos ainda encontra dificuldades para efetivar-se. Portanto, faz-se preciso analisar as principais motivos para a ocorrência dessa problemática.

Em primeiro lugar, vê-se que a falta de informação impede os parentes de permitirem o ato solidário. Segundo dados da ABTO, quase metade das famílias negam o procedimento por medo da comercialização ilegal de órgãos. Diante disso, muitos indivíduos desconfiam do processo realizado pelo SUS, mas não deveriam porque esse é um Sistema seguro que garante que os órgãos sejam distribuídos em uma lista única de espera e não há nenhum tipo de ilegalidade presente nessa instituição. Ademais, muitos indivíduos não aceitam a tese de que a morte encefálica é irreversível, e por isso não liberam o compartilhamento.

Outrossim, verifica-se que há um déficit quanto a estrutura hospitalar e o transporte dos órgãos. Com isso, o local deve portar de equipamentos especializados e ser esterilizado para não haver quaisquer riscos de contaminações, além disso, os elementos retirados do corpo devem ser colocados em temperatura ideal para que sejam reintroduzidos em um outro ser humano, mas nem sempre isso ocorre. De acordo com o Globo, site de informações, entre 2013 e 2015, devido a negação por parte da FAB de conduzir órgãos, 153 foram perdidos. Vê-se, portanto que o tempo também é um fator determinante para que a transferência de seja realizada.

Logo, fica claro, que os empasses precisam ser amenizados para que a doação de órgãos possa ser intensificada no Brasil. A Priori, a OMS deve divulgar campanhas nas mídias com informações sobre a doação de órgãos com vídeos explicativos e incentivadores para motivarem as pessoas a praticarem o ato e para que essas possam conhecer o SUS e assim não terem dúvidas acerca desse. Além do mais, o Governo deve investir em centros hospitalares determinando uma verba para que a estrutura dos locais sejam reformadas caso precise e  a aquisição de materiais necessários seja realizada para que o processo de retirada de órgãos possa ser simplificado. Por fim, o Poder Legislativo deve criar uma lei que torne obrigatório o uso da FAB para a locomoção de órgãos e o Governo disponibilize verba para essa ação, a fim de que esses cheguem aos devidos destinos de forma rápida.