Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 19/09/2019
De acordo com o escritor Franz Krafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Partindo de tal perspectiva, ações simples podem auxiliar outros indivíduos como, por exemplo, a doação de órgãos. Contrário a isso, tratando-se do transplante de órgãos no Brasil, hodiernamente, é notório que há obstáculos que impossibilitam a realização efetiva dessa demanda. Isso se deve ao fato da ausência de conscientização e a deliberação legislativa vigente, que, por sua vez, arrevesa o processo de ser solidário para com o próximo.
A priori, é de suma importância salientar que a a falta de informações impulsiona o desconhecimento a respeito da concessão. Tal escassez, designada, sobretudo, pelo Poder Público, faz com que a população não tenha acesso a campanhas, sobre a importância de doar, e, conseguinte, a impossibilidade de desenvolver a instrução a respeito da conduta, de forma que não haja uma demanda de doadores. Análogo a isso, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o número de pessoas que contribuiriam para a ação, foi abaixo da média esperada nos últimos anos. Nesse ínterim, a carência de conscientização sobre impede com que os brasileiros realizem a execução.
Além do mais, a problemática não restringe-se apenas a este ponto. Outrossim, se intensifica ainda mais por compreender a decisão de familiares. Isso porque o assentimento da doação é concebida somente pela família, como prevê a Lei Constitucional vigente. Esse fato, conseguinte, fomenta o obstáculo, visto que há indivíduos que, por motivos éticos, religiosos ou culturais não autorizam o procedimento com a pessoa falecida. Consequentemente, tal “negação” impossibilita o auxílio de pessoas que esperam por transplantes.
Em virtude disso, portanto, fica claro que a ausência de abordagem para os cidadãos, juntamente com a única convicção por parte dos familiares, dificulta que a doação de órgãos seja efetiva. Nesse cenário, a fim de reverter o cenário, cabe ao Ministério da Saúde intervir com maiores investimentos em campanhas que alertem sobre a importância de doação, por meio da mídia e em ambientes hospitalares, para que os brasileiros possam se tornar conscientes a respeito do assunto. Ademais, é necessário que o debate não fique em baixo do tapete: às famílias deverão colocá-la em discussão, para que, assim, possam arbitrar a respeito da questão. Sendo, dessa forma,as propostas enfrentarão a conjuntura e justapor o pensamento defendido por Krafka.