Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 23/09/2019
Ao analisar a doação de órgãos, vê- se ela é um problema muito presente, especialmente, na sociedade brasileira. Isso deve ser combatido, uma vez que atinge a vida de muitas pessoas diariamente. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se necessários: falta de autorização familiar e a escassez de informações quanto a doação.
Em primeiro lugar, a recusa familiar é o principal empecilho, visto que ao perder um ente querido a dor é grande e a fragilidade emocional para tomarem uma decisão importante como essa é complexa. Também, a questão religiosa se faz muito presente nessa questão pois, a crença hinduísta, por exemplo, proíbe a doação para bancos de órgãos. Além disso, a desconfiança das famílias perante as informações passadas pelos médicos provoca esse dilema enfrentado, uma vez que não são bem esclarecidas, muitas vezes, todas as informações relevantes.
Segundo Mahatma Gandhi, indianista, “devemos ser a mudança que almejamos ver no mundo”, isto é, devemos oferecer ajuda para alguém que enfrenta alguma dificuldade. Entretanto, frequentemente, percebe-se milhares de enfermos esperando doações -que não ocorrem e que poderiam salvar vidas- vindo a falecer.
Portanto, torna-se explícito que a doação de órgãos é uma problemática e precisa ser resolvida. O Ministério da Saúde deve promover por meio de campanhas publicitárias a conscientização sobre a importância de ser um doador, os benefícios que isso trazem para quem precisa de algum órgão e as dúvidas dos doadores com o intuito de fazer as pessoas ser mais abertas a ideia da doação de órgãos. Ademais, o Ministério da Educação deve instaurar desde cedo nas escolas o ensino e procedimento sobre a concessão de órgãos e, sendo assim, garantir a plena decisão de uma eventual escolha no futuro desses cidadãos.