Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 26/09/2019
De acordo com o escritor Franz Krafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Partindo de tal perspectiva, ações simples podem auxiliar outros indivíduos como, por exemplo, a doação de órgãos. Contrário a isso, tratando-se do transplantes de órgãos no Brasil, hodiernamente, é notório que há obstáculos que impossibilitam a realização efetiva dessa demanda. Isso se deve ao fato da ausência de conscientização e a deliberação legislativa vigente, que, por sua vez, arrevesa o processo de ser solidário para com o próximo.
A priori, é de suma importância salientar que a falta de informações impulsionam o desconhecimento a respeito da concessão. Tal escassez, designada, sobretudo, pelo Poder Público, faz com que a população não tenha acesso a campanhas sobre a relevância de doar. Por conseguinte, a impossibilidade de desenvolver a instrução referente a conduta, de forma que não haja uma demanda de doadores. Análogo a isso, a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) afirma que, o número de pessoas que contribuíram para a atividade foi abaixo da média esperada nos últimos anos. Assim, a carência de conscientização do mérito de doar impede que os brasileiros a realizem.
Ademais, a problemática não restringe-se apenas a este ponto. Outrossim, se intensifica ainda mais por compreender a decisão de familiares. Isso porque o assentimento da doação é concebida somente pela família, como prevê a Lei Constitucional vigente. Esse cenário fomenta o obstáculo, visto que há indivíduos que, por motivos éticos, religiosos ou culturais não autorizam o procedimento com a pessoa falecida. Consequentemente, tal negação impossibilita o auxílio de pessoas que esperam por transplantes.
Como se vê, portanto, a ausência de abordagem para os cidadãos, juntamente coma única convicção por parte dos familiares, dificulta que a doação de órgãos seja efetiva. Dessa forma, a fim de reverter o quadro, o Estado deverá investir em camonhas que alertem aos brasileiros sobre a relevância da doação, por meio da mídia e ambientes hospitalares, para que a população possa se tornar conscientes a respeito do assunto e contribuirem. Além do mais, é necessáio que o debate não fique em baixo do tapete: as família deverão colocá-la em descussão, para que, assim, possam arbitrar a respeito da questão. Com tais medidas, o impasse poderá ser superado e justapor o pensamento defendido por Krafka.