Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/09/2019

“O Princípio da Maior Felicidade”,do filósofo utilitarista John Stuart Mill,julga uma ação como moralmente certa aquela que maximiza a felicidade para o maior número.Analogamente,essa teoria pode relaciona-se com a doação de órgãos,uma vez que,tal prática ética como essa-a doação de órgãos-propicia a esperança de vida de pessoas que necessitam dessa ação.Entretanto,suposto ato cidadão não é,majoritariamente,legível nas sociedades atuais,o que carateriza-se como problema hodierno.Nesse contexto,é válido a análise acerca de causa,consequências e possível solução dessa problemática.                                                                                                                                                 Primordialmente,é notório que o individualismo da população,em questão de ajudar pacientes presentes em listas de esperas de transplantes,é um pilar causador desse desafio.Certo que,esse ego pessoal deriva-se, principalmente,de um olhar crítico da humanidade em não se preocuparem com os obstáculos que essas vítimas de saúde passam,muitas por acharem que nunca irão vivenciar isso também.Sob esse viés,o filósofo Zygmunt Bauman salientava que na contemporaneidade o ser humano conciliou o individualismo como modo de se viver.Assim,tal máxima reforça quão grande é o desafio de se estabelecer a doação de órgãos nas sociedades atuais,por ser uma atividade altruísta.                         Outrossim,vale ressaltar também as consequências desse empasse.Sob tal ótica, sabe-se que por a doação de órgãos não suprir a demanda de transplantes, essa situação faz com que tais vítimas dependam de uma quantidade financeira grande tanto do setor público quanto do particular,além do longo período  que esses indivíduos ficam nessas listas de esperas, o que diante disso ocorre muitas mortes desses necessitados.Nessa perspectiva,uma pesquisa divulgada,em 2015,pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos(ABTO) mostra que,em média,morrem 2333 pessoas por ano à espera de um transplante.Dessa forma,esse dado reflete não só a realidade do Brasil, mas a de várias nações mundiais, o que torna-se imprescindível medidas para reverter esse cenário atual.                       Evidencia-se,portanto,que o dilema da doação de órgãos é um desafio presente em algumas partes do planeta.Logo,conselhos profissionais de especialistas na área de medicina e psicologia,em parceria com as escolas,devem,por meio de ciclos de palestras e de debates,racionalizar a população em busca de quebrar tal individualismo contemporâneo,não só com discursos sobre o benefício gerado pela doação de órgãos,mas também com vídeos de indivíduos vítimas desse problema de saúde,com suas próprias falas apresentando as dificuldades de se viver com esse empecilho,buscando fomentar,em princípio, o altruísmo nas pessoas.Em síntese,a teoria da Maior Felicidade de Mill, será mais legível no mundo.