Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 02/10/2019

Em um dos episódios da série Greys Anatomy é retratado o caso de Denny Duquette,paciente que está há anos na lista de espera,a fim de conseguir um transplante de coração.E que embora tenha conseguido,acredita que irá morrer após a cirurgia.Fora da ficção,é fato que a realidade apresentada pode ser relacionada aos problemas que ainda são enfrentados pelo Brasil no que tange à doação de órgãos.Dessa forma,é válido analisar como a falta de informação da sociedade e a má qualificação de profissionais acabam criando barreiras que impedem a realização de procedimentos.

Em primeiro lugar,é importante destacar que,em função da desinformação,as pessoas se tornam negligenciáveis ,pois não entendem o processo de doação como,quantos órgãos são doados ou quantas pessoas são beneficiadas.Muitos não informam aos familiares que desejam ser doadores após a morte,dificultando o processo.Visto que,de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos,a cada 100 famílias,43 se recusam a doar.Assim,as negativas parentais frente à falta de informação se tornam umas das principais causas da não-efetivação de doações.

Por conseguinte,presencia-se um forte poder de influência do Sistema de Saúde.Pois,embora a lei brasileira 9.434 de 1997 regulamente a realização de transplantes de órgãos em estabelecimentos de saúde permitido pelo SUS,existem discrepâncias na capacitação de equipes e na captação de órgãos entre os Estados,como no fluxo logístico necessário para o transplante.Em suma,a infraestrutura dos hospitais cria um ambiente que ainda necessita de muitas avaliações.

Considerando os aspectos mencionados,fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação.O Estado deve criar,por meio de verbas governamentais,um sistema de requalificação que priorize os investimentos em cursos de especialização dos agentes de saúde, e em campanhas publicitárias na televisão que detalhem a importância de ser um doador .Para que, menos casos como o de Duquette venha a ocorrer.