Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/09/2019

No filme internacional “Sete Vidas”, o personagem Ben quer mudar a história de diversos indivíduos através da doação de órgãos, nessa longa jornada ele conhece todos os seus devidos receptores. Embora, seja uma obra ficcional, a produção cinematográfica apresenta características que se assemelham ao contexto atual. Essa ação positiva tem determinadas barreiras, como falta de informações e entendimento sobre o procedimento.

Primeiramente, é necessário abordar sobre a ausência de informativos no país. Sobretudo, o Brasil ainda enfrenta uma grande luta para conseguir conscientizar os familiares sobre a doação, fazendo com que diversos tecidos sejam desperdiçados, por sua vez, aumentando a fila de espera para aqueles que precisam. Ademais, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), cerca de 32.716 pacientes estão cadastrados na lista de espera para um transplante de diversas estruturas, como por exemplo fígado e rins.

Além disso, é importante destacar a necessidade desse procedimento. Na novela nacional “Em Família”, o personagem Cadu descobre que precisa de um novo coração, passando a ser submetido á passar por um transplante. Trazer essa temática em uma novela é de grande importância para o Brasil, contribuindo com a disseminação do debate e aumentando informações sobre o tema. Ademais, o público fica suscetível a conversar com os familiares sobre o desejo de doar, fazendo com que o exemplo se siga para as próximas gerações.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, como no filme da produtora Sony o objetivo é salvar vidas, se torna-se importante dar o devido foco. Desse modo, é dever do Ministério da Saúde, como SUS, em conjunto com a mídia, abordar sobre essa temática, por meio de panfletos, novelas e comerciais debatendo as graves consequências da falta de doações, demostrando possíveis caminhos de conscientização para a população, com o efeito de diminuir a quantidade de indivíduos na fila de espera, evitando assim que essa problemática permaneça no Brasil.