Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 27/09/2019

O Facebook adicionou em uma de suas atualizações, um espaço para adicionar em detalhes do perfil, se o indivíduo é um doador. O processo da doação de órgãos é vai muito além de uma simples cirurgia de extração de um órgão, os tipos sanguíneos devem ser compatíveis, o tamanho do membro também é importante, dentre outros fatores. Analogamente ao rede social citada, a sociedade brasileira, hodiernamente, tem experienciado a mesma questão, resultante, principalmente, das campanhas serem insuficientes e pouco persuasivas e dos problemas infraestruturais quanto ao processo. Destarte, medidas são necessárias para coibir essa intempérie.

Nesse sentido, destaca-se o fato de no Brasil, há uma baixa divulgação de informações a respeito da doação de órgãos e quando são criadas campanhas para incentivar as pessoas a doarem, essas são pouco ou quase nada persuasivas, ou seja, não tem o objetivo alcançado, exemplo disso é que se houvessem mais doadores, não haveria uma fila de espera com mais de 35 mil nomes, dados segundo uma reportagem feita pelo Jornal da Record em fevereiro deste ano, e uma falta de informação leva a uma baixa adesão e abrangência.

Ademais, ressalta-se que apesar de o ex-presidente Michel Temer ter assinado uma lei para que a força aérea brasileira auxilie o transporte de órgãos, ainda há falta de hospitais com laboratórios específicos, falta de equipe médica capacitada para tal operação, armazenamento desses é insuficiente, há ainda poucos centros médicos estruturados para manter esses órgãos armazenados. Com toda essa infraestrutura precária, torna muito difícil um aumento no número de doações de órgãos.

Portanto, urge a necessidade de mudanças. Assim, cabe ao Ministério da saúde,(detalhamento), melhoras a estrutura de hospitais, instalando mais laboratórios especializados, assim como estabelecer um curso para capacitar os médicos para esse tipo de procedimento, com o objetivo de aumentar os pontos de armazenamento de órgãos, reduzindo os números da fila de espera e com isso atendendo a mais pessoas necessitadas. Além disso, cabe à mídia veicular campanhas e propagandas com mais informações a respeito da importância da doação de órgãos, visando um alcance maior do público receptor e retratar a falta de doadores como problema social, para ser dado a devida importância. A partir da adoção de tais medidas, o problema da rejeição em relação a doação de órgãos no Brasil será amenizado.