Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 26/09/2019
Vivencia-se, no Brasil, o dilema da questão de doações de órgãos, tenho em vista que, segundo o jornal O Globo, apenas 50% das famílias brasileiras autorizam esta ação. Devido a falta de conhecimento por parte dos familiares neste processo e às poucas ações governamentais com o intuito de conscientizar a população, este assunto vem se tornando um tabu onde as pessoas se silenciam. No entanto, torna-se fundamental buscar medidas para solucionar este agravante.
Em primeiro lugar, convém ressaltar que uma pequena parcela da população é em prol da doação de órgãos. De acordo com os dados da Assembleia Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), das 6 mil possíveis doações em 2012, apenas 1.800 foram autorizadas pelas famílias. Logo, torna-se evidente que este assunto precise se tornar algo mais presente na vida das pessoas, para que assim, seja possível combater a passividade que muitas famílias se encontram por falta de esclarecimento.
Por conseguinte, embora as instituições de saúde quanto aos transplantes de órgãos funcionem de forma adequada, pouco é investido por parte dos representantes políticos na conscientização individual. Este tema e seus possíveis esclarecimentos não são explorados nos graus escolares, assim como também não faz parte das aulas de biologia e, deste modo, a questão da doação de órgãos causa surpresa aos indivíduos, levando-os a serem ignorantes. Até porque, para Albert Einstein, é mais fácil integrar um átomo do que o preconceito.
Portanto, para vencer os desafios da desinformação pública e da negligência política, urge que as responsabilidades sejam compartilhadas. A mídia, junto com a sociedade, deve desenvolver, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos meios de informação e em diversos âmbitos sociais, bem como ônibus e metrôs, cartazes que despertem o conhecimento dos cidadãos a cerca deste tema e, com efeito, combater a passividade. Em adição, é fundamental que o Estado, junto com o Ministério de Educação e Cultura (MEC), incluam na grade curricular comum escolar, aulas sobre a importância dos transplantes de órgãos e, desta forma, obtendo uma sociedade mais informada e solidária.