Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 01/10/2019

A série estadunidense “Grey´s Anatomy” , que relata o dia a dia de médicos e residentes no hospital Seattle Grace, mostrou em sua segunda temporada, a história vivida pelo paciente Denny Duquette, que representa o drama da espera na lista de transplante de órgão. Não obstante da ficção, o dilema da doação de órgãos é um impasse que necessita ser discutido, pois, o ato pode ser a única esperança de vida do paciente na lista. Logo, faz-se preciso que haja mais informações aos familiares como também mais viabilidade de transporte dos órgãos aos pacientes.

A priori é importante destacar que, apesar do Brasil ter crescido no ranking de transplante, ainda há o problema de mais de 30 mil pacientes na lista de espera e, com a ineficiência de preparação e transporte, torna-se cada vez mais inviável o processo. Assim, é visível que necessita-se de políticas que disponibilizem equipes médicas prontificadas, também linhas aéreas para o transporte por regiões. Pois, cada órgão possui tempo mínimo de funcionalidade e urge aos equipamentos para chegar ao paciente com segurança.

A posteriori,cabe frisar que a falta de informação sobre o possível transplante acarreta na dificuldade da autorização familiar- já que esta é a mediadora na decisão. Em análise do livro “1984’ de George Orwell,ocorre uma distopia onde o Governo escondia a verdade dos cidadãos e deixava-os confusos. Com semelhança, os cidadãos atualmente possuem poucas informações da funcionalidade dos órgãos após a morte encefálica o que poderá influenciar na decisão final, pois, em sua maioria, o paciente não apresentou o desejo em vida e a análise familiar poderá ser imediata.

Em síntese, é mister que haja providências para superar os dilemas da doação de órgãos. Para que haja maior informação sobre a morte encefálica urge que o Governo Federal junto à SIG (sistema de conhecimento sobre transplante) façam campanhas publicitárias por meio midiático- percussora de informação atual- com o objetivo de aumentar a lista de doadores. Como também, cabe ao estado disponibilizar ao CNCDO linhas aéreas para que a equipe médica não tenha dificuldade ao transportar o órgão. Dessa forma, o intuito de ajudar a diminuir a lista de espera irá concretizar-se.