Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 01/11/2019

A doação de órgãos no Brasil ainda não alcança resultados tão satisfatórios - apesar de bons -, mas é uma questão de tempo e empenho para que isso seja revertido. Os impasses atualmente encontrados são constituídos pela burocratização presente na doação e falta de informação da população.

Primeiramente, é importante ressaltar o quão burocrático é realizar a doação de órgãos no Brasil; atualmente, de acordo com a Lei nº 9.434, tal desejo deve ser manifestado por um familiar, mas desta maneira não estão sendo obtidos resultados tão satisfatórios, visto que o momento costuma ser de muita fragilidade e o ente muitas vezes ao menos pensa na possibilidade de declarar o falecido como doador. Vê-se, desta maneira, como a atual legislação é falha.

Além disso, outro fator a ser observado é em relação a falta de informação da população, tendo em vista que muitos desconhecem os benefícios que seus órgãos têm ou até mesmo quais deles podem ser doados. É um simples problema, se levado em consideração a simplicidade para resolvê-lo, mas ainda é um grande impedimento para que as taxas de doação aumentem ainda mais.

Portanto, em primeiro lugar, o Legislativo deve alterar a lei que diz respeito a doação de órgãos no Brasil, de forma que torne todos os cidadãos brasileiros doadores de órgãos, ao menos que haja uma manifestação individual - exposta antes do falecimento – contrária a doação, a fim de beneficiar pessoas que aguardam uma segunda chance de viver. Ademais, o Ministério da Saúde deve instaurar um mês para conscientização sobre a importância de doar órgãos, por meio de palestras e campanhas, para que a população mantenha-se consciente sobre o quão importante é o ato. Desta maneira, além da redução de pessoas a espera de um transplante, a população ficará conscientizada e o índice de doações no país alcançará níveis ainda mais melhores.