Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/09/2019
No Brasil contemporâneo, a dificuldade para doação de órgãos ainda é analisado como um problema histórico que está ligado à falta de informação e à resistência familiar. Isso de deve, sobretudo, à insegurança da família pelo serviço público e à má distribuição de equipes especializadas a essa função no país. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Em primeiro lugar, a falta de confiança dos familiares no espaço governamental prejudica o aumento do número de transplantes no Brasil. Isso porque, em alguns casos, o paciente morre devido a um erro médico. Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), cerca de 36,17 mil mortes em hospitais brasileiros foram falhas médicas, no ano de 2017. Isso mostra que, em muitos casos, esses óbitos poderiam ter sido evitados e isso causa insegurança na população. Dessa maneira, é necessário que o Ministério da Saúde crie medidas de fiscalização que possam deixar a população mais confiante.
Em segunda instância, a má distribuição de equipes especializadas em transplantes faz com que algumas regiões sejam prejudicadas. Isso ocorre devido as regiões do Sul e Sudeste terem o predomínio de especialistas na área e nas outras regiões há uma escassez deles,o que faz a população ficar desinformada sobre a temática. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2016, cerca de 30,1% dos doadores são da região Sul e 20,7% da região Sudeste. Isso revela que as outras regiões têm um menor número de pessoas doadoras devido a essa falta de especialistas na área que deixa o indivíduo sem informação suficiente sobre o assunto. Diante disso, é necessário que o governo federal crie campanhas que possam incentivar a população a doar órgãos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema em questão. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com os hospitais, melhorar a fiscalização nas atitudes médicas através de normas mais específicas, que possam auxiliar o profissional na hora da cirurgia, com o intuito de levar maior confiança para a população. Cabe também ao governo Federal incentivar as pessoas a doação de órgãos, por meio de campanhas que orientam o indivíduo sobre o assunto para que ele entenda mais sobre o assunto, com o objetivo de aumentar o número de doares no país.