Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 30/09/2019
Na série “Grey’s Anatomy”, em várias de suas tramas o processo de doação de órgãos é ilustrado, o qual possui toda uma logística na retirada do conjunto de tecidos, como também no transporte. Fora da ficção, no Brasil, muitas pessoas morrem nas grandes filas de transplantes, consequência da baixa oferta de órgãos doados. Esse cenário, então, demonstra necessidade de medidas para a sua resolução.
Em primeiro lugar, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o Brasil tem cerca de 30.000 pessoas em fila de espera para transferência de órgãos. Esse fato se deve, principalmente, ao consentimento para a doação que, por somente depender da família da vítima, acaba por ser negado, o que ocorre devido a inúmeros tabus que cercam a ideia de transplantar partes do corpo humano.
Ademais, o problema ainda se distancia de sua resolução. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, por isso, é comum o surgimento de tabus quanto ao processo de doação de órgãos, visto que grande parte da população não possui conhecimentos sobre as etapas dos transplantes. Outrossim, também inexistem, nas escolas, projetos que instruam os jovens sobre a importância dessa questão, de modo que eles tendem a crescer cercados de misticismos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar a situação dos transplantes. Para que haja maior oferta de um conjunto de tecidos a serem doados, urge que o Ministério da Educação, através de impostos direcionados, instrua sobre a importância da transferência de órgãos nas escolas, por meio de feiras científicas que contariam com a participação dos estudantes e da população local. Somente assim o Brasil poderá avançar mais um passo no caminho para o desenvolvimento.