Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 08/10/2019
O filme norte americano, " Sete Vidas", retrata a questão mais importante acerca da doação de órgãos: um único indivíduo, consegue salva outras sete vidas. Nesse sentido, é fato que a produção cinematográfica se relaciona ao Brasil do século XXI, tendo em vista que o incentivo a esse tipo de generosidade pode multiplicar vidas. Entretanto no país, a recusa familiar em autorizar a doação e falta de infraestrutura no transporte dos órgãos, tornam - se empecilhos que dificultam a concretização desse ato generoso.
Primeiramente, é importante relembrar que o primeiro transplante de órgãos em 19 de abril de 1964, quando um rim foi transplantado no Rio de Janeiro. Entretanto, para que algumas cirurgias como essa serem possíveis, é necessário que haja a confirmação de morte encefálica, ou seja, os sistemas do corpo continuam funcionando com ajuda de aparelhos. Em razão disso, o familiar por não compreender que o quadro de óbito encefálico é irreversível, agarra-se na esperança do retorno do ente querido. Sendo assim, é de responsabilidade dos profissionais de saúde esclarecer aos parentes acerca dos procedimentos diante do quadro, porém, esse grupo, em alguns casos, age com despreparo ao tirar dúvidas, que facilitariam o processo de doação de órgãos.
Outro fator importante a ser frisado, é que o país não possui estrutura para adequada para as realizações dos transplantes com diligência. Embora, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos - ABTO - tenham sido distribuídas no Brasil mais de mil equipes e 400 unidades para aturem nessa área, há uma forte concentração desse tipo de mão de obra nas regiões sul e sudeste. Como conseguinte, ocorrem dificuldades nos processos de doação nas regiões carentes.Além disso, a falta de capacitação nesses casos, complicam os procedimentos de necessários - transporte e recolhimento dos órgãos - para o transplante. Logo, nota-se que a logística nesses casos, torna-se também um empecilho para a doação.
Diante dos fatos suscitados, fica evidente os empecilhos que levem que dificultam um ato que pode salvar vidas. Portante é dever do Ministérios da Saúde e Educação a capacitação dos profissionais de saúde. De modo que eles aprendam a entrevistar os familiares de forma objetiva, logo após o diagnóstico de morte cerebral, deixando claro para os parentes que o quadro é irreversível e que o corpo está apto a ser doado. Sendo assim, ao ter suas duvidas esclarecidas esses indivíduos terem mais facilidade em autorizar a doação. Ademais, os Ministérios do Transporte e da Saúde deve fazer uma redistribuição das unidades especializadas no transporte e recolhimento de órgãos, de modo que todas as regiões tenham a mesma proporção de equipamento, facilitando assim o tranplante.