Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 30/09/2019
A lei brasileira de número 9.434, da Constituição Nacional de 1988, prevê a legalidade da doação de órgãos e tecidos, reafirmando o direito a vida, previsto já no artigo quinto. No entanto, ainda assim, a doação de órgãos no Brasil enfrenta fortes dilemas, ora promovidos pela falta de conhecimento, ora dado a ausência de diálogo entre os familiares sobre o assunto.
Em primeiro plano, é fundamental ressaltar que o desconhecimento sobre a importância da doação de órgãos ainda presente no Brasil. A exemplo disso, Chiquinho Scarpa anunciou em suas redes sociais que iria enterrar um de seus carros de luxo, tornando-se alco de duras críticas. Porém, depois da movimentação social causada, o conde afirmou que tudo se tratava de uma encenação de incentivo a doação de órgãos, destacando que esses são muito mais valiosos que um bem material, mas ainda assim, inúmeras pessoas são opostas a prática. Dessa forma, esquece-se que, muito mais que um gesto de solidariedade, essa ação pode ser, verdadeiramente, a anulação de uma sentença de morte.
Em segunda plano, é importante reconhecer que a doação de órgão se dá em momentos delicados e por ser responsabilidade dos familiares a autorização do processo, torna-o ainda mais desconfortante. Desse modo, o filme “Sete vidas”, com Will Smith, mostra a necessidade de antecipar a notificação, uma vez que o personagem antes de sua morte reconhece o número de indivíduos que serão beneficiados, dando o nome ao longa. Nesse sentido, a comunicação entre os familiares não só facilitará o momento de luto, como também, garantirá uma resposta racional.
Portanto, medidas são necessárias para atenuas os problemas enfrentados frente a doação de órgãos. É imperativo que o Ministério da Saúde promova campanhas informativas, ressaltando os impactos positivos na vida dos receptores, bem como, incentivar a comunicação sobre o tema, seja por panfletos, televisão e internet. Assim, atenuar-se-á os dilemas enfrentados e por fim,