Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/10/2019
De acordo com o poeta Cazuza, " Eu vejo o futuro repetir o passado", as dificuldades na doação de órgãos no Brasil não é um problema atual. Desde o século VI a. C., os primeiros estudos da anatomia humana geraram indignação na população do período, uma vez que essa vicissitude ainda é uma realidade. De mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades ainda exitem, seja devido a ausência de estruturas, ou em razão aos tabus existentes sobre o assunto.
É indubitável que a falta de estrutura capacitada dificulta o processo de doação de órgãos. Segundo o site G1, o Brasil é o segundo país que mais realiza transplantes no mundo, porém deixa de atender 55% de pessoas aptas para doar órgãos. Se por uma lado é deleitável estarmos nessa posição, por outro lado é preocupante “desperdiçarmos” tantos órgãos, haja vista que a falta de médicos especializados e transportes tornam inviável que em cidades menores seja feito o recolhimento desse órgão para destinar a pessoas destinadas a serem transplantadas.
Outrossim, para Confúcio, se queres conhecer o futuro, por sua vez é necessário estudar o passado. Analogamente, no século VI a. C., a falta de aceitação nos estudos retardou a obtenção de conhecimento na medicina. Dessa forma, na atualidade, os tabus enfrentados na medicina geram impactos para os demais indivíduos, visto que a falta de diálogo sobre a doação de órgãos é a maior dificuldade atualmente, já que é necessário a autorização familiar. Infelizmente, no cotidiano há pouco diálogo sobre o interesse em ser doador, dado que, em vários casos, o assunto só é abordado na morte encefálica do indivíduo, por sua vez dificulta a tomada de decisão da família.
Portanto, para se garantir a diminuição das dificuldades sobre doação de órgãos, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o MEC, promova para os adolescentes, palestras e discussões no ambiente escolar sobre a importância e como é possível ser um doador, além de ser essencial a participação familiar nessas discussões, pois aumentará as chances do assunto ser manifestado entre os familiares, além aumentará as chances de conhecer as escolhas de cada indivíduo em ser ou não doador. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o Governo Federal promovam a ampliação de centro de doações em pequenas cidades para assim aumentar a acessibilidade para doação de órgãos.