Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 03/10/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todo cidadão o direito à saúde e ao bem estar social. No entanto, a falta de doação de órgãos, o que representa um dilema na contemporaneidade, impossibilita que uma parcela da população desfrute deste direito na prática. Dessa forma, é importante analisar não só a má dinamização do sistema, mas também a resistência das famílias decorrentes da desinformação como fatores que favorecem esse cenário, a fim de revertê-lo.

Mesmo após a 2º Guerra mundial com os avanços da medicina, aliada a tecnologia, o século XXI enfrenta problemas na dinamização do sistema de transplantes. Servidores pouco qualificados, falta de transportes para órgãos e paciente, além de infraestrutura precária, são cenas frequentes em hospitais e clínicas especializados, dessa forma, indo em contrapartida ao que, de fato, seria necessário para o bom funcionamento do recurso.

Outrossim, sabe-se que uma parcela mínima das mortes encefálicas são revertidas em doação de órgãos, e que, na maioria das vezes são vencidas, pelo preconceito, desinformação e resistência familiar, uma vez que, muitas pessoas não se declaram doadores ativos. Assim, algumas famílias, com a aval de doação ou não do órgão, nutridas pelo sentimento de pertença e respeito ao corpo do ente, sentem-se incapazes de abrir mão do mesmo para fins de solidariedade. Por conseguinte, o número de receptores de órgãos cresce de maneira inversamente proporcional ao de doadores.

Sendo assim, partindo da premissa de que são necessárias mudanças para o bom funcionamento do processo, é imprescindível que o governo invista verbas na área de saúde a fim de garantir a realização segura desses transplantes. Além disso, é papel do Ministério da Saúde, promover campanhas de incentivo sobre a importância da doação, para que dessa forma, o máximo de pessoas tenha sua vida salva e uma saúde digna.