Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 03/10/2019

A série de televisão “Greys Anatomy” mostra a realidade de médicos e pacientes no ambiente hospitalar. Em um de deus episódios, é retratada a história do paciente Denny Duquett, o qual está na longa fila de espera por um órgão e sofre as várias consequências disso. Fora da ficção, tal situação é vivida diariamente por muitos brasileiros, os quais também esperam pela doação de órgão e tecidos. Nesse sentido, tal problemática está relacionada intimamente com a falta de informação da população, gerando uma série de entraves à saúde pública, necessitando-se de medidas para atenuá-los.

Em primeiro lugar, apesar da Lei 9.434 regulamentar a doação de órgão, as pessoas não têm muita informação sobre isso. Quanto a essa questão, segundo dados do site Estadão, mais de 50% das famílias dizem não à doação. Nesse contexto, tal ação é reflexo da desinformação, na qual os cidadãos pouco sabem sobre como é feito o processo, como se tornar doador e para onde o tecido é destinado. Sendo assim, essas diversas dúvidas geradas acabam por desestimular as famílias nesse ato humanitário.

Como consequência disso, o número de brasileiros que esperam por um transplante tende a aumentar. A respeito disso, de acordo com o site G1, em 2017 haviam 31 mil pessoas na fila de transplante. Dentre os órgão mais procurados, destacam-se o coração, os rins,  o fígado, a pele e a córnea. Desse modo, esses cidadãos precisam viver com as complicações dessa espera, em que, devido ao mau funcionamento dos seus sistemas, sentem muitas dores, gastam com tratamentos paliativos e podem, inclusive, irem a óbito.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que haja mais encorajamento à cessão de unidades do corpo, urge que o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, crie campanhas publicitárias nas redes sociais e na televisão que incentivem os brasileiros a se tornarem doadores. Tais campanhas devem mostrar ao interlocutor que esse ato humanitário pode salvar milhares de vidas. Além disso, elas devem mostrar informação sobre como o processo é feito e de como se tornar um doador. Somente assim, será possível combater essa problemática social e, ademais, impedir que situações como a de Denny Duquetty ocorram no Brasil.