Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 03/10/2019
No Brasil, mais de 30 mil pessoas aguardam na fila de espera para realizar um transplante, número que poderia ser menor, caso houvesse maior comunicação dentro das famílias sobre o desejo de ser doador, visto que a doação só pode ser realizada com a autorização da família do doador em potencial.
A doação de órgãos pode ser realizada por doadores vivos que podem doar um rim, uma parte do pulmão, da medula óssea ou do figado, desde que sua saúde não seja prejudicada e por doadores falecidos com a autorização familiar, quando se é constatada a morte encefálica. A falta de conhecimento sobre o desejo do falecido em relação à doação de órgãos e de informações relacionadas à importância dos transplantes que podem ser realizados, faz com que muitas famílias optem por não autorizar a doação.
Para que o número de doadores de órgãos no Brasil possa crescer, deve-se melhorar a comunicação dentro do âmbito famíliar sobre a vontade de ser doador após o falecimento e deve ser garantido o acesso à informações por parte da secretaria de saúde de cada estado, para que todos tenham consciência sobre a importância de ser doador de órgãos e como a doação é realizada, garantindo que todos saibam como um ato simples pode salvar dezenas de vidas.