Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 10/10/2019

A decisão da doação de órgãos envolvem questões éticas por parte dos familiares que lidam com o sentimento da perda e com a falta de informação do procedimento. É perceptível que análogo a este impasse, tem se uma reflexão de um dos ideais de Kant: ao envolver-se a ética acolhe-se o coletivo, ao contrário disso, o individualismo, tornando-se antiético.

Em primeiro lugar, muitas famílias desconhecem o fato da autorização prévia em caso do potencial doador, que dependerá do diagnóstico da morte, isto está correlacionado com a carência de acesso a informação por parte do Ministério da Saúde.

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), cerca de 30 mil pacientes encontram-se em lista de espera para transplante no ano de 2018, ou seja, infelizmente existe uma baixa adesão de pessoas que tornam-se doadoras para diminuir o número desta listagem. Em vista disso, vale conceder atenção ao racionalismo já que a decisão fará o bem comum.

Portanto, visando abranger a efetividade da abordagem da informação da doação de órgãos no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde disponibilize nas escolas palestras e materiais de estudo aos alunos do ensino médio, além de divulgar e manter agentes de saúde uma vez por semana nas estações de metrô e trem. Ao agir com o ato da solidariedade sem ganhar nada em troca, segundo Immanuel Kant, essa seria uma ação ética.