Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 08/10/2019
“O importante não é viver, mas viver viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância, de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, dilemas em questão da doação de órgãos afasta o Brasil diante desse pensamento. Com isso, não só fatores como a negligência governamental, bem como a carência informacional colaboram para a situação atual.
Convém ressaltar, a princípio, a inobservância estatal como um fator determinante para o impasse. Segundo o filósofo Stuart Mill, a mais honrosa das ocupações é fazer o que é certo. Contudo, verifica-se, na esfera brasileira, que o Estado faz o oposto do preconizado pelo o utilitarista, uma vez que não há, nas comunidades brasileiras, projetos que visem uma melhor conscientização da população perante a doação de órgãos. Indubitavelmente, enquanto esse descaso do Estado permanecer muitas pessoas morrerão por escassez de doadores de órgãos.
Além disso, outra dificuldade é a falta de informações como impulsionadora da problemática, Conforme o filósofo grego Aristóteles, na “Ética de Nicômaco”, as carências acarretam mazelas sociais. Logo, percebe-se que essa filosofia se encontra presente no núcleo brasileiro, visto que a ausência de senso-crítico das pessoas em relação a doação de órgãos, acarreta na falta de doadores, principalmente por famílias. Certamente, esse fato revela uma face perversa para um país em seu pleno desenvolvimento.
Portanto, medidas são necessárias para a solução do impasse. Então, cabe ao Ministério da Saúde (MS), juntamente com a grande Mídia, desenvolver palestras e campanhas, de modo que sejam transmitidas em canais abertos na televisão e que permita o acompanhamento em lugares públicos, com o objetivo de ensinar e sanar quaisquer dúvidas relacionadas à temática, pois ações culturais coletivas têm um grande papel transformador em um país. Consequentemente, o Brasil poderia viver mais próximo da realidade vivida por Platão.