Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 07/10/2019
Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nessa perspectiva, um simples auxílio pode ajudar e transformar vidas, como por exemplo, campanhas virtuais na qual diversas pessoas conseguem ajuda financeira
de terceiros para tratamentos médicos. No entanto, a realidade vista na doação de órgãos torna evidente que a falta de conhecimento sobre como é feito esse processo e a sua importância, são empecilhos que dificultam atos de solidariedade.
De acordo com o vice-coordenador do SPOT (Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos), famílias têm que lidar com uma série de dúvidas na hora de decidir se doam ou não os órgãos de um parente recém perdido. Isso acontece pois muitas pessoas não têm o conhecimento necessário a cerca dessa temática e acabam optando por não fazer. Em alguns casos, existe o medo de que algo ruim aconteça no processo de doação, como o mercado ilegal e violação do corpo do doador. Há também, familiares que cultivam a esperança de que um ente acorde após um coma causado por morte cerebral.
Além disso, a doação de órgãos não é um tema muito discutido na sociedade. Há um déficit na educação a respeito do poder transformador por trás desse ato e que deveria ser transmitido desde cedo nas escolas. Paralelo a isso, também seria ideal que fosse de conhecimento público toda segurança garantida no processo de doação, através de campanhas e divulgações feitas por autoridades responsáveis no assunto.
Diante disso, medidas devem ser tomadas para que esses dilemas diminuam. É necessário que o governo em parceria com as escolas promovam palestras educativas sobre o tema. Ademais, é preciso que o Ministério da Saúde invista mais em campanhas educativas sobre doação de órgãos através de todos os meios de comunicação e redes sociais. Dessa forma, mais pessoas vão conseguir obter a informação necessária e a conscientização sobre esse tema.