Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 09/10/2019
No filme norte-americano “Sete vidas”, o personagem principal autoriza a realização do transplante de seus órgãos, conseguindo salvar sete indivíduos diferentes. Fora da ficção, há muitos desafios a serem enfrentados com a doação de órgãos. Diante disso, certamente, a necessidade de aprovação da família e a falta de informação sobre o assunto são fatores que compensam analisar a fim de reduzir essas práticas que prejudicam a nação.
Em primeiro lugar, denota-se a redução da parcela de doações devido ao artigo de lei que institui a decisão do transplante aos familiares. Com isso, mesmo que a pessoa que obteve a morte encefálica tivesse manifestado durante a vida seu desejo de doar, a aprovação convém dos parentes próximos. De acordo com um relato do ministro da saúde, quase metade das famílias desaprovam, ou seja, o índice de órgãos disponíveis reduz-se drasticamente.
Ademais, a informação sobre o processo em si não é ensinado e discutido. Por isso, surgem dúvidas e medos que induzem os indivíduos a não doarem, pois acreditam que o transplante possa originar algo negativo. Entretanto, dados fornecidos pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, todos os procedimentos realizados no ano de 2016 foram bem sucedidos. Ou seja, a falta de discussões sobre o tema faz com que as pessoas não vejam os benefícios do ato.
Levando em consideração os fatos mencionados, é mister que o Estado tome providências que amenizem o quadro atual. Para combater os desafios da doação de órgãos, urge que o Ministério da Saúde juntamente com a iniciativa privada, por meio de verbas governamentais, quebre paradigmas sobre a transferência. Com banners, palestras e debates em escolas e hospitais, informar o procedimento, a segurança e a importância do transplante. A medida ajudará a induzir mais a população a transplantar e salvar possíveis vidas, como fez o protagonista do filme “Sete vidas’'.